Região Sul / ES.,

Coluna Adilson Neves

 

18/5/2009

Planejamento é execução

 

Na semana passada, na Findes, durante o discurso do novo presidente do Sindiembalagens, Leonardo Castro, uma coisa me chamou a atenção: a execução.

 

Nas últimas décadas, a expressão “planejamento estratégico” é presença constante nas discussões sobre gestão, qualquer que seja o tipo de empresa, de prestadoras de serviços a produtoras de bens, de organizações públicas a privadas, de micro a grandes instituições.

 

Podemos dizer que nem todas as empresas têm um planejamento estratégico formal, ou seja, elaborado por meio de um modelo que facilite a tomada de decisões.

 

Depois de vermos a crise mais recente, podermos afirmar que as grandes empresas, que costumam ter este tipo de plano, mas ainda assim se encontram em apuros, talvez não tenham previsto os riscos do mercado financeiro e suas conseqüências drásticas para a economia real.

 

Porém, os especialistas em gestão atribuem esses resultados negativos não ao modelo adotado, mas à equivocada consecução do que foi planejado, ou seja, a execução dentro das organizações.

 

 

Se houve falha no detalhamento das diretrizes, isto pode significar falta de visão do planejador. Por outro lado, a organização pode não ter cumprido com o que foi planejado.

 

No primeiro caso temos um problema individual, originado exclusivamente por aquele que planejou.

 

No segundo caso, a questão se coloca de modo coletivo, pois a maioria dos funcionários provavelmente deixou de cumprir com que estava estabelecido, ou não o executou corretamente.

 

Este fato é mais corriqueiro do que se poderia imaginar. Um dos motivos mais freqüentes é que as empresas que se vêem às voltas com uma série complexa de metas a serem atingidas tendem a ser dispersivas no cumprimento destas. Por outro lado, organizações que definem um número mais modesto de objetivos podem direcionar seus esforços com mais propriedade. 

 

Outra face deste problema é a falta de correta tradução das metas da empresa na forma de tarefas simples e que todos os funcionários sejam capazes de entender – quando não há compreensão de “onde se quer chegar” o “como chegar”, qualquer caminho escolhido ou resultado que se obtenha será considerado válido.

 

No centro desta questão do planejamento deve ser transmitida, de modo bem claro, a idéia de qualidade que os funcionários devem perceber e adotar ao executar suas tarefas. Isto pode ter vários nomes na empresa. Comprometimento é um deles, mas também podemos citar: remuneração adequada, liderança, motivação, descentralização de decisões e assim por diante.


 
Concluindo: sem planejamento não se chega a lugar algum!

 

Sobre isso não resta qualquer dúvida, assim como o fato de que planejar é uma arte. O que boa parte das pessoas ainda não entendeu muito bem é que nem o melhor planejamento do mundo trará resultados se não for implantado corretamente – e isto depende do empenho de todos os funcionários, que devem estar devidamente municiados de informações.

 

Ainda que, muitas vezes, os resultados de um bom planejamento possam demorar a ser atingidos, a receita é muito simples:

 

1. Definir um número reduzido de metas para a organização e fazê-lo de modo claro;


2. Traduzir estas metas em tarefas compreensíveis por todas as áreas que compõem a empresa;

 

3. Capacitar constantemente os colaboradores para que estes possam cumprir suas tarefas;

 

4. Desenvolver processos de liderança, motivação e trabalho em equipes;


5. Controlar os resultados e corrigir rapidamente as distorções

 

* Adilson Neves – Consultor internacional, diretor da Múltipla Consulting & Training e Cônsul da República de Moçambique no Espírito Santo.

 

E-mail: professoradilson@multiplacom.com

Site: www.multiplacom.com

 

 

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